quarta-feira, 22 de julho de 2009

Desabafo # 1

É frustrante termos visto os últimos episódios de uma série e não ter ninguém com quem comentar, pois mais ninguém viu!

Há cá pessoas desagradáveis...

Estava eu aqui sentada a pensar no que escrever e lembrei-me que seria engraçado falar de uma peripécia que testemunhei hoje. Acontece a todos nós cruzarmo-nos todos os dias com as mesmas pessoas, e com quem temos apenas aquelas conversas de circunstância. Ou é o vizinho que desce o elevador connosco e comentamos o tempo, ou é o colega de trabalho que apenas conhecemos de vista e a quem dizemos "Bom dia" ou a pessoa do café onde tomamos o pequeno-almoço todos os dias e que apenas falamos sobre o que quermos comer hoje...nada mais!

Como é que devemos reagir quando uma destas pessoas, a quem nunca demos muita confiança, para além de nos responder torto, é desagradável ao ponto de nos deixar sem reacção nem resposta? Sim, já sei qual a resposta que estão a pensar, merece outra resposta torta...agora pergunto eu, mas vale a pena?! Estas pessoas precisam ser postas no sítio ou ignoradas? É uma questão pertinente...eu por mim, voto no ignorar!

Um dia ignoro o vizinho mal-encarado no elevador, a colega mal-disposta no corredor e a pessoa desagradável do café...amanhã é o dia (porque hoje, a esta hora, só tenho forças para ignorar o soninho)!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Alô, alô está aí alguém?!

A semana não tinha começado da melhor forma mas quando cheguei a casa tinha uma surpresa à minha espera...pela primeira vez, desde que deixei a casa dos pais, tenho telefone fixo em casa! Não há nada como um brinquedo novo em casa para nos esquecermos como o dia correu menos bem. É moderno, tem montes de toques, tem wallpapers e montes de outras coisas que certamente não vou usar mas que fica sempre bem dizer que um telefone tem. É verdade, dá também para fazer e receber chamadas...mas o mais importante, obviamente, é que o telefone é mesmo lindo...!

domingo, 19 de julho de 2009

Passado, Presente e Futuro

Será bom ou mau vivermos na nostalgia? Lembrar momentos passados e ter saudades de pessoas, coisas, cheiros e lugares? Será que devemos é pensar apenas no futuro e não parar para pensar no passado? Ou devemos viver o presente a cada dia que passa?

O passado faz parte integrante da nossa vida e não o podemos apagar, nem esquecer. Já nos aconteceu a todos estarmos no carro e no rádio passar uma música, ou melhor, "a música", que de repente nos faz viajar no tempo, sorrindo. Nostalgicamente lembramos momentos e pessoas que foram importantes para nós, numa determinada fase da nossa vida. Como isto sabe bem...

O problema, é quando vivemos nas memórias do passado e deixamos o presente escapar-nos entre os dedos. Muitas vezes é até doloroso dar o passo em frente mas uma coisa é certa, todos nós já tivemos de o fazer. Em contextos e situações diferentes e de uma forma mais ou menos óbvia, já todos nos sentimos em baixo, a relembrar momentos passados. Estas são fases difíceis, onde não conseguimos ver claramente que há uma vida para além duma pessoa, dum lugar ou dum acontecimento. A verdade é que o passado tem de ser resolvido, pensado e até chorado, se necessário, para permitir dar o salto e começar a encarar o presente. Sim, primeiro temos que conseguir encarar o presente mas depois conseguir ver claramente o futuro.

A verdade, é que as recordações do passado, são pedaços de vida que constróiem a pessoa que somos hoje no presente, e que nos prepara para sermos melhores no futuro!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Bom fim-de-semana!


E uma pequena homenagem a uma amiga...!

sábado, 29 de novembro de 2008

Poema de José Régio

Em cima da minha mesa,
Da minha mesa de estudo,
Mesa da minha tristeza
Em que, de noite e de dia,
Rasgo as folhas, leio tudo
Destes livros em que estudo,
E me estudo
(Eu já me estudo...)
E me estudo,
A mim, também,
Em cima da minha mesa,
Tenho o teu retrato, Mãe!

À cabeceira do leito,
Dentro dum lindo caixilho,
Tenho uma Nossa Senhora
Que venero a toda a hora...
Ai minha Nossa Senhora
Que se parece contigo,
E que tem, ao peito,
Um filho (o que ainda é mais estranho)
Que se parece comigo,
Num retratinho, que tenho,
De menino pequenino...!

No fundo da minha sala,
Mesmo lá no fundo, a um canto,
Não lhes vá tocar alguém,
(Quem as lesse, o que entendia?
Só riria do que nos comove a nós...)
Já tenho três maços, Mãe,
Das cartas que tu me escreves
Desde que saí de casa...
Três maços - e nada leves!
Atados com um retrós...
Se não fora eu ter-te assim
A toda a hora,
Sempre à beirinha de mim,
(Sei agora
Que isto de a gente ser grande
Não é como se nos pinta...)
Mãe!, já teria morrido,
Ou já teria fugido,
Ou já teria bebido
Algum tinteiro de tinta!

Fiquei a conhecer este lindo poema há relativamente pouco tempo e a primeira vez que o li as lágrimas cairam-me pela cara abaixo...é lindo!

Mãezita, és um exemplo para mim...adoro-a!

O início...

Nunca fui pessoa de partilhar o que escrevia com ninguém, mas hoje, quando dei por mim, estava a criar um blog e a preparar-me para escrever a primeira mensagem...deve ser um sinal!
O título do meu blog, "A vida é mais simples quando pensamos menos nela", transmite a minha maneira de encarar a vida...não devemos complicar, nem viver a vida de uma forma amargurada e chateada com o Mundo, pois não nos vai trazer felicidade nenhuma. Devemos viver a vida como bem nos apetece e sem pensar muito no que os outros dizem ou pensam. Se me apetecer correr pela rua fora aos saltos...porque não?! Há coisas fantásticas na vida que deviamos aproveitar mais como os dias de sol em que está muito frio, ouvir o riso das crianças ao brincarem num jardim, pisar folhas secas e ouvir o barulhinho que fazem, andar descalça na areia quente da praia, fazer um piquenique num jardim...e fazer todas as outras coisas que adorávamos fazer quando éramos crianças.
Porque crescemos e nos tornamos adultos não devíamos deixar morrer a criança que existe dentro de nós!